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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

22.01.19

Um dia de verão a meio do inverno


Rui Pereira

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Domingo foi um excelente dia meteorologicamente falando. Um verdadeiro dia de verão a meio do inverno. Mesmo assim, muita resistência para sair de casa. Lembrei-me dos meus tempos de estudante, em que ficava em casa para estudar e apetecia-me fazer tudo menos isso. Assim foi, tanto que já passava das onze da manhã quando saí. Mas sinto sempre a mesma coisa. Às vezes custa-me mesmo sair, mas depois de começar a andar já não quero parar, de tão prazerosa que se revela a volta.
Por norma, começo e acabo os meus passeios em casa. E não costumo ser muito flexível neste capítulo. Desta vez cedi ao que me foi sugerido quando me encontrava à beira do areal da Praia das Milícias e em boa hora o fiz. Dei a volta por terminada. A Roubaix acabou deitada na areia, com direito a toalha e tudo, e eu usufruí daquilo que só umas horas de praia, com um sol e um mar fantásticos, conseguem proporcionar.

10.07.14

O verão, o exercício e a natureza


Rui Pereira

O verão normalmente é sinónimo de dias grandes (e noites, para alguns), de férias, de programas lúdicos e culturais, de quebra de rotinas, de descanso, de calor…
Quem tem a sua atividade física rotinada durante o resto do ano aproveita esta altura para abrandar ou mesmo parar temporariamente. É o chamado carregar de baterias para enfrentar uma nova época que tradicionalmente começa em setembro ou outubro.
Não censuro nenhuma das posições, mas é raro parar completamente mais do que uma semana, em vez de parar aproveito para variar quer nos exercícios, quer na intensidade. É aqui que acho que o verão pode ser uma oportunidade. A quebra de rotina não implica necessariamente deixar a prática, mas sim diversificá-la. É nesta altura do ano que o ambiente e a natureza se apresentam mais favoráveis para a interação, o que aliado à maior amplitude de horas de sol e da nossa maior disponibilidade, reúnem-se as condições perfeitas para exercitar-nos disfrutando da natureza.
Praias, piscinas, jardins, trilhos, parques florestais, as hipóteses são várias e para todos os gostos. Neste aspeto, não será novidade a nossa condição privilegiada de ilhéus.
Atividades de alguma complexidade a carecer de espaços próprios, meios específicos e pessoal especializado, também as há e muitas serão uma opção segura, mas como em tudo e cada vez mais, a minha aposta é na simplicidade. E não apenas na época aqui referida, mas sempre!
Temos um defeito crónico de complicar demasiado a nossa vida. No departamento do exercício físico também acontece. A nossa preocupação centra-se muito na especialização, na necessidade de demasiados e complexos meios, o que muitas vezes se traduz num constante adiar da prática efetiva enquanto não se reúne todo o aparato. E quando finalmente se consegue, é amontoá-lo a um canto, porque entretanto a nossa atenção foi desviada para outra coisa/atividade qualquer, voluntária ou involuntariamente.
Invertemos o que seria a nossa atitude natural. Ou seja, voltamos as costas à natureza e abrimos os braços às coisas!
Basicamente só é preciso o nosso corpo e o meio que nos rodeia. E vá lá, um ou dois artefactos se realmente nos facilitam a vida. De resto, basta alguma vontade e envolvência, não com as coisas, mas sim com a natureza. Simples!