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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

20.05.19

Tranquilo


Rui Pereira

Tenho 43 anos e não é petulância dizer que estou numa das minhas melhores formas físicas de sempre. Essencialmente impera o equilíbrio! Melhor mesmo, só há cerca de 4 ou 5 anos atrás, quando complementava as pedaladas e a musculação com a corrida.
Infelizmente, uma lesão complicada no joelho esquerdo (fratura do menisco e rutura total do LCA) que em vez de intervencionar cirurgicamente optei por aprender a conviver, fez-me retroceder momentaneamente. E depois recuperar e ajustar-me.
Com a idade, revelam-se as mazelas e arrasta-se a recuperação, mas ao mesmo tempo o nosso conhecimento físico é mais amplo. Sei que não devo fazer certas coisas, porque o mais certo é que tenha de pagar a fatura, já que tenho plena noção da relação comportamentos/resultados. Sei relativizar.
Sei da importância do exercício físico para o meu bem-estar geral e, porque não dizê-lo, para o meu bom aspeto, tal como sei que, por mais que me exercite, sem cuidar da alimentação, nada feito! - 70% alimentação; 30% treino.
Não me interessam os resultados teóricos e os dados estatísticos. Não me interessam que tempos e distâncias faço a pedalar, nem que pesos consigo levantar. Faço o que gosto para me satisfazer, já que há muito ganhei o hábito de fazê-lo e procuro essencialmente o equilíbrio entre satisfação, bem-estar, saúde, qualidade de vida e bom aspeto!
Não vivo obcecado com isso, até porque já se atingiu um estágio de normalidade, que toda esta prática se traduz num estilo de vida. Tenho cuidados, não faço sacrifícios, e o prazer continua presente na minha vida, até porque é vivendo assim que o obtenho. E permito-me “errar” sempre que acho que o devo fazer.
As circunstâncias motivaram um regresso ao ginásio, mas a experiência diz-me que a melhor forma de praticar exercício físico é ao ar livre, é na natureza, e não numa sala cheia de aparelhos e pessoas a transpirar. 
A idade trouxe-me mais flexibilidade e tranquilidade na gestão de todo este processo. Há um mínimo aceitável, para não entrar numa espiral negativa, mas todo o resto faz-se de acordo com a minha vontade e o meu estado de espirito. Quando tem de ser feito faz-se, quando não tem… não tem!
Tranquilo.

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