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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

Vai para a ciclovia!

Foram-me relatadas buzinadelas… gritos… gesticulações agressivas!

Embora alguns automobilistas pensem o contrário, as vias onde existam faixas destinadas à circulação de velocípedes (ciclovias), não faz com que estes veículos estejam obrigados a circular nelas! O Artigo 78.º do Código de Estrada é esclarecedor:

“Quando existam pistas especialmente destinadas a animais ou veículos de certas espécies, o trânsito destes deve fazer-se preferencialmente por aquelas pistas.”

Sim, os utilizadores de bicicletas devem dar preferência a estas pistas especiais para a sua circulação, mas as coisas nem sempre são assim tão lineares e dependem das circunstâncias e do bom-senso. Não foi por acaso que se introduziu a palavra preferencialmente neste artigo na última revisão do Código da Estrada, em vigor desde 1 de janeiro de 2014.

Atente-se ao seguinte cenário como exemplo:
Domingo de manhã, dia agradável de sol e temperatura amena. Muitas pessoas e famílias aproveitam o dia de descanso e o bom tempo para atividades de lazer ao ar livre. Uns caminham, outros correm, outros ainda andam de bicicleta, de patins, de trotinetes. E fazem-no numa aprazível faixa litoral, com um passeio sobre o mar que engloba uma ciclovia. Um ciclista sai para a estrada para o seu habitual passeio matinal, equipado a rigor com a sua bicicleta de estrada. Ao atravessar a cidade opta por utilizar também a referida via. De notar que esta possui duas faixas de rodagem no mesmo sentido. Tendo em conta o facto de ser plana e com bom piso, mesmo imprimindo uma toada relativamente calma, uma bicicleta de estrada nestas circunstâncias vai circular sempre depressa demais para uma ciclovia, que nestas condições, terá inevitavelmente a presença de peões, tanto adultos como crianças.

Mas existem outros cenários e existem ciclovias que apenas pela sua conceção e localização são pouco apelativas à sua utilização, seja por conveniência, seja acima de tudo pela segurança, ou falta dela. Num mundo perfeito as ciclovias seriam irrepreensíveis na sua localização, nos acessos e dimensão. Não teriam a presença de peões e seriam em número suficiente, concebidas tanto para o lazer como para a utilização da bicicleta como meio de transporte diário. Estando nós muito longe dessa realidade, os automobilistas terão de se habituar à ideia de partilhar a estrada com outros veículos que não automóveis, fazendo-o com a naturalidade e o bom-senso que a situação impõe. Da mesma maneira, na falta de condições para o fazer numa ciclovia, os utilizadores de bicicletas deverão utilizar estas mesmas estradas de forma assertiva, preservando a sua segurança e minimizando possíveis efeitos negativos na fluidez do tráfego.

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