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Bike Azores

A visão de um ciclista açoriano sobre as bicicletas e o ciclismo.

17.02.17

XCO no Pinhal da Paz


Rui Pereira

Identifico-me pouco com a competição, embora tudo o que diga respeito às bicicletas interessa-me. Bom, umas coisas mais do que outras. Domingo inicia-se a Taça de São Miguel de XCO 2017, com uma prova no Pinhal da Paz. Já que não participar é certo, entre ir assistir e ir andar de bicicleta, prefiro ir andar de bicicleta. Prioridades! Mas até gosto de assistir a estas provas. Se ao vivo é pouco frequente, pelo menos faço questão de acompanhar as reportagens televisivas sobre as mesmas.
Esta vertente do BTT é interessante. Provas curtas, mas física e tecnicamente exigentes. São apelativas para o público por estarem geograficamente limitadas e por terem zonas mais complicadas e espetaculares, exatamente onde costumam estar mais pessoas. Também é sempre interessante verificar como cada participante faz a gestão da prova e aplica a sua estratégia, se é que esta existe. As provas normalmente ocorrem em locais de elevada beleza natural e os circuitos são delineados com a devida atenção e o necessário cuidado, para que estejam dentro dos padrões exigidos pela modalidade e serem simultaneamente divertidos para os concorrentes.
Sendo esta a primeira prova da temporada, depois de vários meses oficialmente parados, certo é que todos andaram a treinar, por isso é sempre uma incógnita o nível de forma física de cada um dos participantes. Assim, esta prova ainda reúne mais este aliciante, para os protagonistas e para quem assiste.
Com certeza que será uma manhã neste parque com outro colorido, movimento e animação, numa altura do ano em que praticamente não acontecem eventos e os visitantes são poucos.

 

Prova de bceclétes
Olá petchenas e rapazins, tude bem?
Fu botá o olhe numa prova de bceclétes, mas daquelas importantes pa caramba!
Aqui fiquim as cousas quê boutê más sintide:
- Tinha belas femas, mas femas de andá qué fê (petchenas bim rápedas, crêde);
- Todes aqueles rapazins ciclistas tinhem pernas de fema (nim um pêle que seja);
- Aqueles rapazins ciclistas andavim de bcecléte chês de veneno (pareciam cãs de guerrá);
- Aqueles rapazins ciclistas tavim vestides com roupas tã cloridas e tam apertadas (acho que era por isse que tavim chês de veneno);
- Que mistério de bceclétes com rodas tã grandes (admira que nã tivessim uns baquins pa subi ali pra cimba);
- Aquile é bceclétes pa custá alguns 300 ou 400 oures! (tinhem même cara de serim caras, as malditas!)
- Tinha belas femas (ah, isse já tinha dite...).
De reste, sou sincere, nã percêbe nada de provas de bceclétes!
Bêjes e abraces.
Zabela & Besuga: É uma espécie de rubrica do blogue, onde o Zabela (personagem fictícia que caricatura um homem simples da ilha de São Miguel, que se desloca para todo o lado com a sua bicicleta) escreve tal como fala, com um carregado sotaque micaelense, e a Besuga é exatamente a sua fiel e amada bicicleta, companheira crónica de inúmeras aventuras.

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